Na rua dos meus ciúmes
moram todas as paixões
que nunca com brandos lumes
(sempre em acesos vulcões)
cozinhei no meu sentir;
nunca quis por lá morar
mas hoje então nem pensar
não quero sequer lá ir.
È uma rua de perigo
pedaço de um mau caminho
onde não se vai sózinho
(e muito menos comigo)
depois do anoitecer;
e mesmo antes é de ver
com o olho bem aberto
se não existem por perto
tentações de desvario,
dessas onde se tropeça
e lá se perde a cabeça
só por um breve arrepio.
Por isso mudei de rumo
e troquei a volta aos passos
que vou dando nas paixões;
é que ruas há milhões
umas melhores, mas poucas,
com mais beijos e abraços,
outras becos de fracassos
espalhados pelo chão...
mas ruas de paixões loucas
de ciúmes e de fado
são um passeio acabado.
Muito obrigado, mas não.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
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