
Aceite o conselho desta ruim cabeça e não desista da sua cruzada, missão, obessão, paixão, compulsão ou peregrinação à senhora da asneira que Portugal se habituou a acompanhar como um morango sem açucar que é diariamente servido com o café e sem cigarrinho para rebater, por cada vez que o amigo abre a boca. Faça o amigo muitos mais daqueles brilharetes de autoritarismo e palermice com que conseguiu o feito notável de piorar o que já era mau, pese necessário. Insista o caríssimo em ser odioso que o papel fica-lhe uma segunda pele, tem até a indispensável bigodaça. Seja sempre um arauto das más novas, ao invés de as insinuar no nosso viver com a vaselina dos espertos. Seja mau, se não conseguir manter o péssimo com que se notabilizou. Sempre ganha o Portugal dos pobres que na falta do pão assim enchem a barriguinha de riso com a rábula revisteira do seu trabalho. Sempre dá alma e coragem ao país dos tristes que somos sem si. Mas não desista, por favor, por mim, por todos, pelo PSD, pelo Dr. Portas, pelo Bloco e por todos os tijolos nacionais, não cruze os braços, não se apague por mais que eu sopre. O que diria Menezes na sua ausência, deixado a sós com uma obrigação de competência e acerto? E sobre que escreveria eu, não me diz? Não vacile, não hesite, não transija. Pesa nos seus ombros uma responsabilidade de igual quilate à do Bond, o agora casadoiro James. O amigo é único, precioso, é o zero da ambição lusitana. Não é um zero qualquer. É o nosso zero.
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