Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate.
De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.


terça-feira, 8 de abril de 2008

Contas à vida

Fiz as contas a todos os um mais um que nunca chegaram a dois, chorei todos os três perdidos, pensei em todos os pares que se resumiram a não mais que a soma de dois ímpares, ao longo da minha vida. É certo, multipliquei as tentativas e dividi para reinar, somando experiência para diminuir o vazio. Na prova dos nove confirmei o acerto da conta que acabei de contar e, pelo sim pelo não, conferi três vezes que uma só é pouco e duas não chegam. A conclusão repete-se, todavia: os números não mentem nunca. Só nos enganam, isso sim. A vida inteira.

7 comentários:

Raposinha Iniciada disse...

É compreensível. Tratas as palavras por “tu” e não os números. Se esse dom para as palavras fosse extensível aos números, saberias que existe um número irracional (chamado número de ouro) que é mais dado a operações complexas em vez das operações básicas.

Muda os números, troca as operações e vais ver que as contas, no final, acabam por dar certo. Porque a única coisa que não falha nunca é a Matemática. Tudo o resto falha. Menos os números.

Anónimo disse...

"O problema não é
meter o mundo no poema; alimentá-lo
de luz, planetas, vegetação. Nem
tão-pouco
enriquecê-lo, ornamentá-lo
com palavras delicadas, abertas
ao amor e à morte, ao sol, ao vício,
aos corpos nus dos amantes —
o problema é torná-lo habitável, indispensável
a quem seja mais pobre, a quem esteja
mais só
do que as palavras
acompanhadas
no poema."

José disse...

esse pá, aí em cima não sou eu, mas está bem dito.

mas eu vinha cá dizer que essas tuas contas à vida está bonito.

samuel disse...

Como diria a esposa do grande e saudoso Fernando Farinha, nos bastidores, enquanto ele cantava, ""Este número é muito bonito, não é?"
Boa!

Abraço

Zéro (com assento ou sem acento eheheh) disse...

Como é divertido brincar com os números...

Matemática aplicada ao teu telemóvel...
A matemática tem coisas que nem Pitágoras explicaria.
Cá vai uma delas... para se entreterem J

Pega numa calculadora (pq não dá pra fazer de cabeça):

1- Digita os 3 primeiros algarismos do teu telefone (não consideres
o indicativo 91, 93, 96, 21,...);
2- multiplica por 80;
3- soma 1;
4- multiplica por 250;
5- soma com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone;
6- soma com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone de novo;
7- diminui 250;
8- divide por 2.

Reconheces o resultado???????
É O NÚMERO COMPLETO DO TEU TELEFONE

Para esta eu tiro o chapéu......

E não é que funciona mesmo...

(enviado por mail)

Alfredo Gago da Câmara disse...

O extrato da minha conta bancária, por mais que a minha desconfiança confira, está sempre certo. O que muitas vezes acontece é haver dinheiro mal gasto que origina débitos terríveis. Depois a instituição cobra os juros, etc...
A raposa matreira acertou em cheio. A matemática não falha, nós é que nos enganamos nas operações e nos números.

Anónimo disse...

tempos mais tarde, depois de toda a escola saber, e de , enfim, muito correr, percebi que , mais coisa menos coisa, o resultado é sempre zero. a menos claro que descubras antes do tempo, que afinal perder é também aprender.