
O PSD quer explicações sobre a escolha de Fernanda Câncio, jornalista do Diário do Notícias, para apresentar o programa «
O Meu Bairro», na RTP 2.
Aparentemente, os social-democratas consideram que, no âmbito do controlo da despesa, a televisão pública deveria ter optado por um profissional da casa. O semanário SOL avança na sua edição de hoje que a jornalista foi a escolhida pela
Contra Costa, a produtora do programa «
O Meu Bairro», dedicado a bairros problemáticos e dos subúrbios das cidades portuguesas. O PSD diz não entender esta escolha e eu confesso não entender o PSD. Agostinho Branquinho, porta-voz social-democrata para a área da comunicação social e que terá sido o escolhido pelo partido para vir achar coisas aos microfones, dá voz à contestação laranja e diz que a RTP podia ter optado por uma solução interna. «
Trata-se de uma decisão escandalosa, pornográfica até. A RTP tem um conjunto de profissionais que estão claramente subaproveitados e que deveriam, no âmbito da controlo da despesa, ser aproveitados para fazer os programas nas mais diversas áreas», salientou Branquinho, sem especificar quem (e por quanto, já agora
) gostaria o PSD de ver apresentar "
O Meu Bairro".
Fernanda Câncio é jornalista do Diário de Noticias e terá sido agora convidada para apresentar este programa na RTP 2, negociado em 2007 com a produtora pelo ex-administrador da RTP Luís Marques e então aprovado pelo Conselho de Administração.
O PSD vai apresentar um requerimento pedindo explicações à administração da RTP e à direcção de programas. Entre outras coisas, os social-democratas querem saber quais são os montantes envolvidos nesta escolha que, das duas, uma: ou incomoda o PSD por se tratar especificamente de
La Câncio, uma persona reconhecidamente não grata ao partido liderado por Menezes mas uma voz aguerrida e de reconhecida competência enquanto profissional de comunicação; ou então trata-se apenas de mais um daqueles bitaites de um partido que, sendo suposto representar oposição às políticas do governo mediante a apresentação de políticas e alternativas próprias, se vê resumido a este pobre e triste papel de dizer umas patetices de quando em vez, com voz a atirar para o grosso e uma pretensa postura de Estado. E tudo por manifesta ausência quer de ideias, quer de gente com capacidade para fazer e dizer melhor do que isto. Confrangedor, convenhamos.
2 comentários:
Caro Vasco
Vou mais pela teoria do deserto de ideias...
Mas que raio até nos desertos de quando em vez, lá surge um oásis, um ponto verde no vazio onde é possível hidratar o corpo e a mente...mas neste deserto azul/laranja nem os camelos se salvam...
As voltas que o Sá deve estar a dar na dita...
Desde que este rapaz de nome "Branquinho" que no passado andou nos corredores da redacção da RTP-Porto, e, não conseguiu uma progressão natural dentro da informação, por incompetência, se colou ao PSD e passou ao contra-ataque usando todas e possíveis armas. Revanche de baixo nível, um verdadeiro verme, azeiteiro.
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