
Vale a pena reflectir um pouco sobre este
Dia D,
organizado hoje pela Plataforma Sindical dos Professores. Em todas as escolas secundárias e sedes de agrupamento, desde as oito e meia da manhã, foram organizados debates e as organizações sindicais pretendem rever com os professores todo o processo negocial mantido com o Ministério da Educação. Sobretudo o entendimento alcançado na passada sexta-feira e que parece não agradar a uma grossa fatia dos intervenientes nesta pantomina de revolta. No guião elaborado para os debates, refere-se que as organizações sindicais de docentes "não alteram, com este entendimento, o seu profundo desacordo face a uma política que, em sua opinião, não dignifica a profissão, não contribui para que melhorem as condições de trabalho nas escolas". Ou seja, mais palavra menos palavra, a palavra de ordem é 'o facto de nos entendermos não faz com que nos entendamos', ou coisa que o valha.Uma das expressões mais reveladoras desta predisposição sindical para acções futuras de contestação, no âmbito de uma alegada busca de entendimento com a tutela, consta numa das moções que será lida e votada nestas reuniões de hoje. "O entendimento é importante para os professores, mas não resolve as questões de fundo, pelo que deverá manter-se uma forte acção sindical e reivindicativa", refere uma moção que será lida e votada nas reuniões de hoje. Para mim a questão é confusa e não indiciadora de uma vontade primeira em resolver os problemas da Educação nacional. Afinal não era entendimento aquilo que se procurava? Então e agora que ele existe, conjugamos esforços para nos desentendermos de forma a começar tudo outra vez? Interessante. Muitíssimo interessante. Uma questão de educação, não há dúvida.
Sem comentários:
Enviar um comentário