Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate.
De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Afinal obrigado, António.

Mais de 100 aparelhos de desfribilhação estão parados e empacotados há meses algures nos Bombeiros nacionais, apesar do seu custo ter passado os quatrocentos mil euros e da sua utilização diária representar uma diferença entre viver e morrer, para quem deles precisar e não os tiver à mão. Diz o vice-presidente nacional dos bombeiros que estão à espera de um protocolo para poderem usar os equipamentos, responde o INEM que não sei quê e não sei que mais, a gente agora usa outra coisa, isso precisa de formação e blá blá blá. Tudo isto a propósito de uma denúncia de ex-bombeiros de Braga, que pintaram um quadro para lá de preocupante da emergência médica que vão conseguindo fazer, com crianças a ajudar no atendimento de urgência e outros pormenores de fino recorte. As minhas ideias estão num reboliço. Correia de Campos começa a ser o meu ministro favorito, confesso. Porque passou a ser bom? Credo, não. Porque nunca se falou tanto de saúde com tantos ouvidos a quererem ouvir. E com tantos a terem que ouvir, que remédio, se querem o seu curriculum político em condições para arranjar emprego chorudo, mal termine esta palhaçada de gestão. Ora, como a necessidade chama o engenho, quem sabe até se isto não melhora um bocadinho desta vez? E tudo graças a ele, o nosso António.

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