Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate.
De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Bom dia. Hoje eu estou clarificado.

2 comentários:

samuel disse...

Desde o tempo em que as freiras e frades clarificavam caldos de carne, vinhos, etc, com os milhares de claras de ovos que sobravam dos doces conventuais, os processos de clarificação das coisas, pelo que vejo, mudaram muito.
Eu, neste caso particular, ainda apostaria numa boa cesta de ovos atirada directamente à cara dos protagonistas desta história... mas temo que a única coisa a ficar "clarificada" seria o que eu penso sobre os ditos.

Daniel de Sá disse...

Boa, Samuel! Gostei dessa hipótese de clarificação.