Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate.
De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

E não terem ficado bloqueados já foi muita sorte...

2 comentários:

Daniel de Sá disse...

É assim mesmo.
Um meu trisavô, ou tetracvô, era moleiro e deixou o filho, ainda criança, a tomar conta do moinho enquanto veio trazer farinha e recolher mais milho. Ora o rapaz, enquanto esperava que se acabasse uma saca de moenda para trocar por outra, pôs-se a fazer ginástica. Meteu um pé atrás do pescoço, depois o outro. Quando se quis endireitar, não conseguiu. Rolou pelo chão até ao desespero. O pai chegou, o moinho estava a "moer" na pedra já, mas primeiro foi a ele, deu-lhe uma sova mesmo assim enrolado, e só depois o soltou.
(Se calhar foi esse meu bisavô, ouu trisavô, que inventou o processo de o moinho parar automaticamente quando lhe faltava o milho...)

Rui Vasco Neto disse...

O teu tetra sabia moer, está visto.